CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
Lei Nº 13.105, de 16 de Março de 2015.
Artigo 22
Compete, ainda, à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações:
I - de alimentos, quando:

a) o credor tiver domicílio ou residência no Brasil;

b) o réu mantiver vínculos no Brasil, tais como posse ou propriedade de bens, recebimento de renda ou obtenção de benefícios econômicos;

II - decorrentes de relações de consumo, quando o consumidor tiver domicílio ou residência no Brasil;

III - em que as partes, expressa ou tacitamente, se submeterem à jurisdição nacional.


21
ARTIGOS
23
 
 
 
Resumo Jurídico

Artigo 22 do Código de Processo Civil: Da Cooperação e Boa-Fé Processual

O Artigo 22 do Código de Processo Civil estabelece um princípio fundamental para o bom andamento do processo judicial: o dever de cooperação entre os sujeitos do processo. Isso significa que todos os envolvidos – juiz, advogados, partes, Ministério Público, e demais auxiliares da justiça – devem agir de forma colaborativa para alcançar uma decisão de mérito justa e em tempo razoável.

Em termos práticos, o que isso significa?

  • Evitar Obstáculos e Atrasos: Ninguém pode criar dificuldades desnecessárias ou retardar o processo sem motivo justo. Isso inclui apresentar defesas protelatórias, requerer provas desnecessárias ou simplesmente ignorar determinações judiciais.
  • Informar sobre Mudanças: As partes devem comunicar ao juízo quaisquer fatos relevantes que possam influenciar o curso do processo, como mudanças de endereço ou de representação legal.
  • Colaborar com as Provas: Quando solicitado, os sujeitos do processo devem auxiliar na produção de provas, como apresentar documentos ou comparecer a audiências.
  • Agir com Lealdade e Ética: A cooperação está intrinsecamente ligada à boa-fé. As partes e seus representantes devem agir com honestidade, lealdade e respeito em todas as etapas do processo.

Por que esse artigo é importante?

O dever de cooperação e boa-fé visa a:

  • Celeridade Processual: Garantir que os processos sejam julgados mais rapidamente, evitando a morosidade que tanto prejudica a justiça.
  • Eficiência: Otimizar o uso dos recursos públicos e o tempo de todos os envolvidos.
  • Decisão Justa: Permitir que o juiz tenha todas as informações e condições necessárias para proferir uma decisão correta e fundamentada.
  • Segurança Jurídica: Fortalecer a confiança no sistema de justiça, demonstrando que ele funciona de maneira organizada e transparente.

Em suma, o Artigo 22 impõe um compromisso ético e prático a todos os participantes do processo, incentivando uma postura ativa e colaborativa em busca da resolução do conflito. Ignorar esse dever pode acarretar consequências, como multas e outras sanções processuais.